segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

BARBOSA FERRAZ: Três réus são julgados nesta terça-feira pelo assassinato de "Netinha"

Por Claudiney Costa - rato
03/12/2019


O julgamento com previsão de início as 09h da manhã deve se estender por todo o dia.

O julgamento popular acontece no Fórum da comarca de Barbosa Ferraz e três réus, que se encontram presos, serão julgados por um crime ocorrido em novembro de 2014. O popular “Netinha” da Vila do Roque, 25 anos, foi morto e seu corpo foi jogado no Rio Lontras, no bairro Santa Rosa, sendo encontrados os restos mortais dois meses após o desparecimento, por um pescador.


Serão julgados, João Batista Mariano, 26 anos de idade, Jailton R. A., 22 anos de idade, e Luiz Eduardo Santos, idade não divulgada. Eles se encontram presos em cadeias fora da comarca de Barbosa Ferraz.

Se condenados eles podem pegar até 30 anos de prisão, pelo homicídio, além do crime de ocultação de cadáver.

O crime

A vítima do crime brutal, Dione Cesar, popular “Netinha”, na época com 25 anos, estava desaparecido da Vila do Roque desde novembro de 2014. Depois de morto ele teve o cadáver ocultado na região do bairro Santa Rosa, no rio Lontras.

Na época, informações de populares do bairro onde ele morava, era de que teria sido assassinado a machadadas e os responsáveis teriam desaparecido com o corpo.

Netinha, segundo relatos, fazia parte do grupo que acabou tirando sua vida e um desentendimento entre eles teria resultado na execução.

Informações levaram a Polícia Civil a procurar o corpo do rapaz em vários locais na Vila do Roque, onde ele morava e em áreas rurais, porém sem sucesso.

Na época do crime, a mãe de Netinha manteve uma busca incansável pelo filho. Alguns moradores da Vila do Roque comentavam, de forma velada, que Netinha após desentendimento com o grupo, tinha sido morto a machadadas.

Os restos mortais da vítima foram encontrados na noite do dia 23 de janeiro de 2015 por um pescador, que avisou a polícia. A ossada estava às margens do Rio Lontras, a cerca de 300 metros da ponte, no bairro Santa Rosa, enrolada em um cobertor que ficou enroscado em uma galhada às margens do rio.

Um dos sinais nos restos mortais que reforçou as suspeitas dos policiais foi um corte no crânio (imagem), que deixou evidente que a vítima havia recebido um golpe violento na parte superior da cabeça, com um abjeto cortante, que pode ter sido provocado por uma machadada.

Os investigadores acreditam que Netinha tenha sido assassinado em outro local e o corpo enrolado em um cobertor foi desovado no rio Lontras. O maxilar também estava quebrado e faltavam vários dentes.

O Delegado, Drº Carlos Gabriel Stecca, titular da delegacia na época, foi quem conduziu as investigações que elucidaram o crime. Um exame de DNA confirmou a identidade.