segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Decreto de Bolsonaro acaba com mais de 10 mil vagas para agentes de saúde da família e cargo será extinto



O governo federal extinguiu mais de 27.500 cargos efetivos do seu quadro de pessoal com Decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, nº 10.185, publicado na última sexta-feira (20) no Diário Oficial da União.

De acordo com o governo, a maior parte das atribuições dos cargos que estão sendo extintos podem ser supridas de outras maneiras, como a descentralização para outros entes da federação e a contratação indireta de serviços (terceirização).

De acordo com o governo, os cargos que estão ocupados serão extintos quando as pessoas se aposentarem.

O órgão mais impactado pela medida será o Ministério da Saúde. Na pasta ocorrerá a redução de 22.476 cargos, o que representa cerca de 81% do total de cargos extintos. Apenas no cargo de Agente de Saúde Pública serão extintos 10.661 cargos.

Segundo informou o governo, isso não terá repercussão no âmbito do Ministério da Saúde e se deve, em grande parte, à extinção de cargos de natureza operacional no combate e controle de endemias e de cargos vagos de unidades hospitalares, que hoje já são de competência de outros entes federativos.

A medida veda, ainda, a abertura de concurso público para cargos existentes no plano de cargos técnicos e administrativos das instituições de ensino. A vedação abarca cerca de 20 mil cargos do Ministério da Educação e de suas instituições federais de ensino, o que representa 68 denominações de cargos.

De acordo com o governo federal, o decreto não coloca tais cargos em extinção, apenas veda a realização de novos concursos ou o provimento adicional além das vagas previstas nos editais vigentes, garantindo a continuidade dos concursos em andamento.