domingo, 2 de fevereiro de 2020

BARBOSA FERRAZ: Repórter e editor da coluna do rato foi atacado em Ourilândia



A situação absurda aconteceu nesta última sexta-feira (31), em uma reunião pública no distrito de Ourilândia, onde tentaram por uma espécie de aclamação escolher um nome de consenso do distrito para disputa de vereador. Ao saber da reunião, este editor avisou na rádio, no programa de meio dia, convidando a população do distrito para participar e ainda disse no jornal que iria estar presente na reunião para fazer a cobertura do evento. A coluna, então foi até Ourilândia como imprensa, como informado antes, para fazer a cobertura do evento, já que se tratava de uma espécie de audiência pública, aberta a todos.

Chegando lá, já dentro do barracão de festas da igreja, este editor, com o celular começa a fazer algumas imagens da reunião para divulgar a iniciativa da comunidade, como sempre fez, há anos, como qualquer meio de comunicação faz em uma reunião pública, principalmente porque os leitores e os muitos ex-moradores da localidade acompanham tudo de longe pela internet, através da coluna. A reunião se tratava de um fato importante, que envolvia toda comunidade de Ourilândia, e por isso a imprensa deveria estar presente para levar as informações a todos.

O fato triste de tudo isso foi no momento em que este editor começava o trabalho, já dentro do local onde acontecia a reunião, a pré-candidata à prefeitura Marinalva foi em minha direção e já do meu lado, de uma forma agressiva avançou sobre meu telefone celular, agarrando e tentando tirar da minha mão o aparelho, de uma forma absurda me impedindo de fazer o trabalho. Agarrada ao meu celular e eu tentando tomar o aparelho de volta, ela dizia que não era para que eu fizesse imagens de nada que acontecia ali, que o organizador do evento não queria. 

Sem entender o absurdo que acabava de acontecer, a todo tempo pedia para que ela soltasse meu celular, pois ela não tinha o direito de fazer o que estava fazendo, de uma forma tão agressiva. 

Em 10 anos de imprensa, eu nunca passei por uma situação como a que vivi em Ourilândia nesta sexta-feira (31), alguém de uma forma tão destemperada tentando me impedir de fazer meu trabalho de imprensa livre em um local público e aberto a todos.

Com a pré-candidata Marinalva Carvalho ainda segurando meu celular de um lado, querendo me impedir de fazer fotos do evento, e eu segurando nele do outro, para impedir que ela se apoderasse dele completamente, eu continuava dizendo para que ela soltasse meu telefone, até que ela soltou e que iria falar com o organizador do evento para saber que autoridade ela tinha ali para me impedir de fazer meu trabalho, já que ela estava ali também como visitante. 

Até onde sei a pré-candidata não está filiada a nenhum partido político que ali se encontrava, e jamais poderia impedir que alguém fotografasse uma audiência pública da comunidade de Ourilândia, que foi o que aconteceu e ela não é moradora do distrito e jamais poderia fazer o que fez, ainda mais com um representante da imprensa local, que além do trabalho na internet estava ali como repórter de rádio para levar o resultado da reunião para todos do município. 

Jamais imaginei que uma coisa como a que acontecia naquele momento pudesse estar acontecendo, um ataque a democracia e a liberdade de imprensa em uma reunião pública de uma comunidade, ainda mais se tratando de uma pessoa que se coloca como pré-candidata a prefeita de Barbosa Ferraz.
Saí da cidade de Barbosa Ferraz, segui por 18 kms por uma estrada de terra até o distrito de Ourilândia como representante da imprensa de Barbosa Ferraz e me senti agredido por uma pessoa que tentou me impedir, de maneira absurda, de fazer meu trabalho e gravar a reunião. Um ato anti-democracia que me deixou, digo mais uma vez, estarrecido. 

Algumas pessoas que estavam próximas testemunharam toda a situação e uma outra pessoa, que é morador do bairro, também nos relatou ao final da reunião que ela tentou impedi-lo de fazer imagens de vídeo do encontro.