terça-feira, 7 de abril de 2020

BARBOSA FERRAZ: Professores municipais tiveram pagamento de aulas extraordinárias cortadas


Professores da rede municipal de ensino de Barbosa Ferraz estão tendo problemas com a gestão municipal, para receber seus salários de forma integral, especificamente aqueles professores que possuem aulas extraordinárias. De acordo com as informações dos professores, o prefeito Edenilson Miliossi não teria autorizado o pagamento das aulas extraordinárias dos professores municipais desde o dia 19 de março, quando iniciou o decreto municipal de isolamento social.


Ainda segundo as informações, professores que se sentiram lesados com a situação denunciaram o caso ao sindicato dos professores e passaram cobrar o prefeito.

Os professores que não receberam parte do salário disseram ainda que os outros municípios da região mantiveram o pagamento normal dos educadores, exemplo de Fênix, São João do Ivaí e Quinta do Sol.

Após a polêmica e a cobrança dos professores foi divulgado um áudio pelo prefeito, afirmando que o dinheiro estaria na conta nesta terça-feira (7), o que não aconteceu e em um novo áudio, enviado por uma das diretoras, aos professores, prometeu novamente que o pagamento será feito no dia 10.

Uma das representantes da APP Sindicato cobrou explicações da administração e o porquê não efetuou o pagamento dos professores e com base em que lei estadual ou federal a prefeitura teria tomado essa medida, já que o sindicato desconhece qualquer lei nesse sentido.

A representante do Sindicato entrou em contato com professores do município e criticou a divulgação de áudio onde ela comenta o assunto e medidas que devem ser adotadas e pediu para que o áudio o print da conversa fossem retirados, pois não deveria se expôr.

NOTA DA COLUNA:

O mesmo áudio já havia sido espalhado em diversos grupos de whatsapp da cidade e, inclusive o print da conversa da representante da APP Sindicato e após ter acesso ao áudio e o print, a coluna apenas confirmou sendo verdadeira a informação e sendo a voz e print da representante do sindicato. A coluna esclarece que faz jornalismo com a verdade e com fatos e por respeito aos professores municipais, que já sofrem com a questão, e pelo risco de perderem apoio da APP, retira o áudio e o print da postagem, mesmo sendo já amplamente divulgado por outros meios de rede. Além do que, por se tratar de questão que envolve serviço público e a entidade ser representante da classe, a constituição federal do Brasil e a liberdade de imprensa assegura a divulgação do conteúdo.