quarta-feira, 8 de julho de 2020

ENGENHEIRO BELTRÃO: Ofensas em grupo de WhatsApp vira caso de polícia


Uma discussão em um grupo de WhatsApp, intitulado "Juntos somos mais fortes", em Engenheiro Beltrão, acabou virando caso de polícia após uma das partes procurar a delegacia para registrar uma queixa crime por calúnia. 

Um grupo foi criado no aplicativo com o objetivo de incluir pré-candidatos nas eleições municipais deste ano, apoiadores e também outras pessoas da comunidade.


Um pré-candidato a vereador da oposição, morador do distrito de Ivailândia, foi incluído no grupo e a partir daí os debates ficaram mais acalorados, com ataques constantes e mais pontuais.

As ofensas não pararam e se voltaram contra um policial militar do grupo, filho de um vereador. Entre as ofensas proferidas pelo acusado, até acusar o militar de matar inocentes ele disse em um dos áudios, afirmando que provaria tal acusação. Também no mesmo momento ele proferia ofensas ao pai do policial, que é o presidente da câmara de vereadores e adversário do grupo político.

O policial militar citado por ele se trata de agente da lei, que trabalhou em Engenheiro Beltrão e participou de alguns confrontos armados na região, que resultou na morte de criminosos. Em todos os casos, as investigações, tanto do Ministério Público quanto da corregedoria da PM, apontaram para atuação correta do militar, sendo inclusive homenageado pelo 11º Batalhão da PM de Campo Mourão como militar destaque (Honraria apenas concedia para policiais com excelente desempenho na carreira). O militar em questão também é costumeiramente visto realizando ações sociais.

O policial militar ofendido, antes de deixar o grupo de WhatsApp, pediu desculpas aos cerca de 200 participantes e escreveu que isso não iria tirar nem ele nem seu pai do sério, dando a entender que o acusado foi incluído no grupo, por adversários políticos, com esse objetivo.

Após as ofensas a ele e ao seu pai, o policial procurou a delegacia de Polícia Civil e registrou uma queixa crime contra o acusado, morador de Ivailândia e pré-candidato a vereador do grupo de oposição ao prefeito Rogério Rigueti, a quem ele também proferiu diversas ofensas. Todos os áudios também serão anexados na denúncia.

Ainda segundo as informações, o acusado deverá ser intimidado para prestar depoimento, em inquérito policial, sobre as afirmações que disse e o caso deve seguir para o poder judiciário da comarca.

O presidente da câmara, Valdir Hermes da Silva, e pai do policial, que foi o primeiro alvo das agressões, veio a público e gravou um vídeo logo após o episódio.