sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Johnson & Johnson anunciou vacina de dose única contra o novo Coronavírus

Diversos países já reservaram doses da vacina em dose única. Acordo com o Reino Unido prevê a compra inicial de 30 milhões de doses
Nesta sexta-feira, 29, a farmacêutica americana Johnson & Johnson anunciou que sua vacina de dose única contra o novo coronavírus é 66% eficaz.

O imunizante, que é o quinto a mostrar resultados promissores até o momento, pode facilitar as campanhas de vacinação no mundo todo – com vacinas de duas doses muitas pessoas podem se esquecer de tomar a segunda, o que não deve acontecer com a J&J.

A Johnson & Johnson espera entregar pelo menos 1 bilhão de doses até o final deste ano, o que significa que, se a vacina realmente for aprovada com apenas uma dose, 1 bilhão de pessoas podem ser vacinadas ainda em 2021. Atualmente a vacina está sendo produzida nos Estados Unidos, na Europa, na África do Sul e na Índia.

Diversos países já reservaram doses da vacina antes mesmo de os resultados serem divulgados. 100 milhões serão entregues para os Estados Unidos assim que o imunizante for aprovado, com chance de 200 milhões de doses adicionais. O país deve receber as primeiras doses até junho.

O acordo com o Reino Unido prevê a compra inicial de 30 milhões de doses, com 22 milhões adicionais. Já a União Europeia reservou um total de 400 milhões de doses. Tanto as doses do Reino Unido quanto da UE devem chegar aos países europeus somente no final do ano.

Outras 500 milhões de doses serão voltadas para o COVAX, iniciativa que pretende entregar vacinas para países mais pobres. A vacina da J&J deve estar disponível nesses locais na segunda metade de 2021.

A vacina tem ainda outro ponto positivo que não a dose única, podendo ser armazenada em geladeiras comuns por até três meses, ao contrário das vacinas da Pfizer/BioNTech e da Moderna, que usam a tecnologia do RNA mensageiro (mRNA) e que precisam ser mantidas em graus negativos, o que pode facilitar o seu transporte para outros países.

A J&J fez um acordo para vender a vacina sem receber nenhum tipo de lucro pelas doses para uso emergencial durante a pandemia.